Mensagem do pastor
Veja o caso de Atercino Ferreira condenado a 27 anos de prisão
 ATERCINO FERREIRA DE LIMA FILHO, 51 anos, foi condenado a 27 anos de prisão sob a acusação de ter abusado sexualmente dos filhos Andrey e Aline, quando tinham 8 e 6 anos, respectivamente. A condenação foi fundamentada nos depoimentos dos filhos, que disseram ter sido obrigados a mentir sobre os abusos para prejudicar o pai, que se separara da mãe.
 
 
Atercino, que estava preso desde abril do ano passado, reconquistou a liberdade no dia 02 de março deste ano, favorecido por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que, por unanimidade, considerou o vendedor inocente.
 
 
Depois de muitos sofrimentos sob a guarda da mãe, que vivia com outra mulher, os meninos fugiram e começaram uma batalha para provar a inocência do pai. Foi quando, em 2012, Andrey registrou em cartório uma declaração segundo a qual afirmava que “nunca havia sofrido abusos da parte do pai”. “Eu, quando criança, era ameaçado e agredido para mentir sobre abusos”.
 
 
Durante os 11 meses que esteve preso, Atercino foi impedido de receber seus filhos, ainda que já o tivessem inocentado.
 
O mais estranho em tudo isso não é a injustiça em si, mas o silêncio do povo a respeito da questão. Não vi grupos nas ruas aos gritos: “Queremos justiça...” e “lugar de mentirosa é na cadeia”. Não se queimou pneus nas ruas... Não se bloqueou ruas, nem mesmo um beco, como sinal de protesto.
 
Será que no Brasil atual o ser humano está perdendo o valor? Só ser humano é muito pouco? Será que para receber os cuidados da justiça, o cidadão precisa vir acompanhado de algum adjetivo como gay, preto? E as mulheres, que foram o pivô da injustiça?
 
Só para refletir.
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