Mensagem do pastor
O Brasil e a Copa
O Brasil e a Copa
 
 
 
De repente o sonho acabou. Depois de encher os brasileiros de esperança, a seleção verde-amarela foi eliminada da Copa do Mundo. O que era um belo sonho se transformou em um grande pesadelo. A decepção foi tamanha que muitos torcedores necessitaram de assistência médica, e outros, cujos corações não resistiram, foram a óbito. Como brasileiros, é compreensível que todos tenhamos ficado tristes com a derrota da seleção canarinho. Mas com as faces ainda banhadas de lágrimas, podemos fazer algumas reflexões de muita utilidade para o nosso viver.
 
 
Durante trinta dias, trinta e duas seleções lutaram para conquistar o título de melhor do mundo. Todas, competindo de forma legítima, pela mesma taça. E umas, apesar de sua tradição no mundo do futebol não passaram da primeira fase. Cite-se, como exemplo, a Alemanha, grande decepção na Rússia. Destaque-se, ainda, que a França, campeã na Rússia, conquistou o seu segundo título em toda sua história. Por que procurarmos culpados pela derrota, como se o Brasil que já ganhou tantas vezes tivesse obrigação de vencer, e a França que só tinha ganho um vez, tivesse o dever de perder? Compreende-se que nessas horas patriotismo e egoísmo se confundem.
 
 
Mas o fracasso na Rússia nos traz outra lição: Precisamos aprender a administrar os reveses da vida. Nem sempre as circunstâncias são favoráveis. A toda hora corremos o risco de perder: saúde, emprego, pessoas queridas, perdas irreparáveis com as quais precisamos conviver. E em muitas situações na vida é necessário que um perca para que outro seja vencedor. É assim nas competições esportivas, nos concursos públicos, nos vestibulares... O seu sorriso pela conquista da vaga só é real porque alguém que está chorando ficou de fora. Dessa forma, nós que já sorrimos tantas vezes, não temos motivos para chorar ao ver os franceses que já choraram tanto, sorrirem outra vez. Na verdade, o mundo seria muito injusto se uns sorrissem todo tempo e outros não parassem de chorar.
 
 
A vida é assim, e quem sabe se em 2022 não voltaremos a sorrir?
Tomara!
 
Pr. Ely Lourenço
 
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